Manifesto

Os serviços de saúde devem ser um espaço que não gere mais sofrimentos, mais doenças. Não pode ser um local no qual as pessoas não são vistas e ouvidas. Os serviços de saúde, ao contrário, devem ser um espaço onde as pessoas se sintam pessoas. Sejam protagonistas do seu processo saúde-doença. No entanto, por maior capacidade técnica que uma equipe de profissionais da saúde possua, diversos segmentos da população brasileira não recebem um atendimento humanizado, acolhedor. Esses segmentos são formados por uma multidão de mulheres – negras, brancas, heterossexuais, bissexuais, homossexuais, transexuais, travestis, cisgêneras, assexuais, migrantes –, de homens – homossexuais, bissexuais, negros, brancos, transexuais, migrantes –, de intersexuais e de pessoas não binárias. São pessoas que cotidianamente sofrem algum tipo de violência pelo simples fato de serem quem são, de amarem, de buscarem a felicidade. E são pessoas que, ao buscarem atendimentos na área da saúde, muitas vezes também são vítimas de violências, seja pelo racismo institucional, pela LGBTIfobia ou pelo machismo. Têm os seus direitos negados.

Com o intuito de fazer diferente, de prestar serviços em saúde com qualidade técnica e de forma humanizada, a psicóloga Sandra Regina Fergutz dos Santos Batista, que desde a década de 1980 vem trabalhando em diversos espaços (p. ex., na clínica, em organismos da ONU e em ONGs) pelo direito à saúde de todas(os), a professora doutora Grazielle Tagliamento, que há 18 anos trabalha para a promoção dos direitos sexuais, reprodutivos e de identidade de gênero, seja em projetos de pesquisa (da OPAS, MS, UNESCO, Fiocruz, entre outros) ou na atuação junto a escolas, ONGs, serviços de saúde ou comunidades, e o médico Ruimário Machado Coelho, que em sua prática profissional tem buscado o aprimoramento técnico e um exercício profissional no qual todas(os) devem receber o melhor atendimento/acolhimento (com especializações em diversos hospitais referência), se uniram para a construção do Centro de Excelência em Gêneros e Sexualidades, o Ceges. 

Cada detalhe do Ceges foi pensado, desde a sua estrutura arquitetônica até a formação da equipe de profissionais. Não poderia ser mais um espaço. Teria que ser um espaço onde de fato as mulheres, independentemente da sua identidade de gênero, orientação sexual, raça/etnia, os homens transexuais e homossexuais e as pessoas intersexuais tivessem acesso a serviços de saúde física e mental do mais elevado nível. Um espaço onde fossem protagonistas; onde os seus projetos de felicidade pautassem as práticas das(os) profissionais; onde não seriam mais uma vez vítimas das desigualdades sociais de gênero e sexual. Um espaço onde você pode ser quem quiser, a hora que quiser.

São mais de 20 especialidades oferecidas. São mais de 20 profissionais atendendo com excelência e de forma interdisciplinar. Mas não queremos que esse atendimento de qualidade fique restrito ao Ceges. Queremos que seja multiplicado nos mais diversos serviços de saúde do país. Por isso, oferecemos formação profissional na área de Gêneros e Sexualidades, por meio de cursos, palestras, seminários e supervisões de atendimentos. Acreditamos que a educação, com informações de qualidade produzidas a partir de evidências científicas, contribui para melhores práticas de saúde e para a redução das desigualdades sociais de gênero e sexual.

Missão

Prestar um atendimento especializado de excelência nas áreas médica, psicológica e educacional, bem como realizar ações de educação que promovam a inclusão social de pessoas LGBTIs e reduzam as desigualdades sociais de gênero.

Visão

Ser referência em atendimento à população LGBTI e a todas as mulheres, independentemente de identidade de gênero, orientação sexual e raça/etnia; em procedimentos do processo transexualizador no Brasil; e na formação de profissionais para a garantia dos direitos das pessoas LGBTIs e para a redução das desigualdades sociais de gênero.

Valores

Atendimento humanizado, com qualidade e ética. 

Assistência integral à saúde física e mental, com sensibilidade a todos os problemas sociais que as pessoas LGBTIs sofrem no dia a dia e que as desigualdades sociais de gênero promovem a todas as mulheres.

Honestidade, justiça, alteridade, autonomia, profissionalismo e trabalho em equipe são valores que norteiam as atividades e as/os colaboradoras/os do Ceges.

Educação, geração de conhecimento e formação continuada de profissionais com base nos princípios da justiça social e dos direitos humanos. 

Sou

Olá, sou uma mulher trans! Quero parabenizar e agradecer o atendimento recebido pela Drª Ana Helena B Gonçalves Vieira, minha primeira doutora e primeira consulta com uma Coloproctologista, e agradecer à equipe do centro Ceges. Todos foram competentes e acolhedores, eficientes e carinhosos. Além da competência técnica, o atendimento teve um caráter humanizado, que considero tão importante quanto o técnico. Além disso, quero destacar o trabalho em equipe, observei este espírito durante todo o tratamento. Obrigada por tudo.

Gabriela Ximena, 46 PR

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